Projeto pretende concluir os elementos da Praça Maior, previstos nos planos de criação da Universidade Com a participação do Centro de Excelência em Turismo (CET/UnB), comissão julgadora escolhe projeto arquitetônico para a construção de um centro de convenções e de um hotel no campus da Universidade de Brasília. O projeto vencedor foi da equipe liderada pelo professor Matheus Gorovitz e composta pela professora Cláudia Garcia e os alunos Eder Alencar e Ana Carolina Vaz.
Para o professor Neio Campos, diretor do CET/UnB, ao projetar a construção do centro de convenções e do hotel, a Universidade de Brasília dá um passo importante no que se refere à captação de eventos científicos. Para ele, isso significa uma melhor relação da UnB com convidados e participantes de eventos, pois trará junto com a participação nos eventos dentro do campus a facilidade de acomodação hoteleira, com a oferta de 50 apartamentos duplos.
O diretor do CET/UnB considera que esse projeto tem para a UnB uma significativa importante na recuperação das idéias originais de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro para a Praça Maior, que, além dos prédios da Reitoria e da Biblioteca, se completa agora com os edifícios do Centro de Convenções e do Hotel.
A previsão de investimentos para o complexo, que terá o nome de “Aula Magna”, é de R$ 40 milhões, financiados por emenda parlamentar da bancada do DF no Congresso Nacional.
Além de Neio Campos, fizeram parte da Comissão Julgadora, o professor Pedro Murrieta, decano de Assuntos Financeiros, e os arquitetos Glauco de Oliveira Campelo, Pedro Paulo de Mello Saraiva e Roberto Martins Castelo.
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Brasília, Sinfonia Da Alvorada Vinicius de Moraes Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
No príncipio era o ermo Eram antigas solidões sem mágoa. O altiplano, o infinito descampado No princípio era o agreste: O céu azul, a terra vermelho-pungente E o verde triste do cerrado. Eram antigas solidões banhadas De mansos rios inocentes Por entre as matas recortadas. Não havia ninguém. A solidão Mais parecia um povo inexistente Dizendo coisas sobre nada. Sim, os campos sem alma Pareciam falar, e a voz que vinha Das grandes extensões, dos fundões crepusculares Nem parecia mais ouvir os passos Dos velhos bandeirantes, os rudes pioneiros Que, em busca de ouro e diamantes, Ecoando as quebradas com o tiro de suas armas, A tristeza de seus gritos e o tropel De sua violência contra o índio, estendiam As fronteiras da pátria muito além do limite dos tratados. – Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato, Vós fostes os heróis das primeiras marchas para o oeste, Da conquista do agreste E da grande planície ensimesmada! Mas passastes. E da confluência Das três grandes bacias Dos três gigantes milenares: Amazonas, São Francisco, Rio da Prata ; Do novo teto do mundo, do planalto iluminado Partiram também as velhas tribos malferidas E as feras aterradas. E só ficaram as solidões sem mágoa O sem-termo, o infinito descampado Onde, nos campos gerais do fim do dia Se ouvia o grito da perdiz A que respondia nos estirões de mata à beira dos rios O pio melancólico do jaó. E vinha a noite. Nas campinas celestes Rebrilhavam mais próximas as estrelas E o Cruzeiro do Sul resplandecente Parecia destinado A ser plantado em terra brasileira: A Grande Cruz alçada Sobre a noturna mata do cerrado Para abençoar o novo bandeirante O desbravador ousado O ser de conquista O Homem!
II / O HOMEM
Sim, era o Homem, Era finalmente, e definitivamente, o Homem. Viera para ficar. Tinha nos olhos A força de um propósito: permanecer, vencer as solidões E os horizontes, desbravar e criar, fundar E erguer. Suas mãos Já não traziam outras armas Que as do trabalho em paz. Sim, Era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto A antiga determinação dos bandeirantes, Mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto De sua cobiça. Olhou tranqüilo o sol Crepuscular, a iluminar em sua fuga para a noite Os soturnos monstros e feras do poente. Depois mirou as estrelas, a luzirem Na imensa abóbada suspensa Pelas invisíveis colunas da treva. Sim, era o Homem... Vinha de longe, através de muitas solidões, Lenta, penosamente. Sofria ainda da penúria Dos caminhos, da dolência dos desertos, Do cansaço das matas enredadas A se entredevorarem na luta subterrânea De suas raízes gigantescas e no abraço uníssono De seus ramos. Mas agora Viera para ficar. Seus pés plantaram-se Na terra vermelha do altiplano. Seu olhar Descortinou as grandes extensões sem mágoa No círculo infinito do horizonte. Seu peito Encheu-se do ar puro do cerrado. Sim, ele plantaria No deserto uma cidade muita branca e muito pura...
Citação de Oscar Niemeyer
– "... como uma flor naquela terra agreste e solitária…" - Uma cidade erguida em plena solidão do descampado. Niemeyer – " ... como uma mensagem permanente de graça e poesia..." - Uma cidade que ao sol vestisse um vestido de noivado Niemeyer – " ... em que a arquitetura se destacasse branca, como que flutuando na imensa escuridão do planalto..." – Uma cidade que de dia trabalhasse alegremente Niemeyer – "…numa atmosfera de digna monumentalidade..." – E à noite, nas horas do langor e da saudade Niemeyer – " ... numa luminação feérica e dramática..." – Dormisse num Palácio de Alvorada! Niemeyer – " ... uma cidade de homens felizes, homens que sintam a vida em toda a sua plenitude, em toda a sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas puras..." – E que fosse como a imagem do Cruzeiro No coração da pátria derramada.
Citação de Lucio Costa
– "…nascida do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz."
III / A CHEGADA DOS CANDANGOS
Tratava-se agora de construir: e construir um ritmo novo.
Para tanto, era necessário convocar todas as forças vivas da Nação, todos os homens que, com vontade de trabalhar e confiança no futuro, pudessem erguer, num tempo novo, um novo Tempo. E, à grande convocação que conclamava o povo para a gigantesca tarefa começaram a chegar de todos os cantos da imensa pátria os trabalhadores: os homens simples e quietos, com pés de raiz, rostos de couro e mãos de pedra, e que, no calcanho, em carro de boi, em lombo de burro, em paus-de-arara, por todas as formas possíveis e imagináveis, começaram a chegar de todos os lados da imensa pátria, sobretudo do Norte; forarn chegando do Grande Norte, do Meio Norte e do Nordeste, em sua simples e áspera doçura; foram chegando em grandes levas do Grande Leste, da Zona da Mata, do Centro-Oeste e do Grande Sul; foram chegando em sua mudez cheia de esperança, muitas vezes deixando para trás mulheres e filhos a aguardar suas promessas de melhores dias; foram chegando de tantos povoados, tantas cidades cujos nomes pareciam cantar saudades aos seus ouvidos, dentro dos antigos ritmos da imensa pátria...
Dois locutores alternados
– Boa Viagem! Boca do Acre! Água Branca! Vargem Alta! Amargosa! Xique-Xique! Cruz das Almas! Areia Branca! Limoeiro! Afogados! Morenos! Angelim! Tamboril! Palmares! Taperoá! Triunfo! Aurora! Campanário! Águas Belas! Passagem Franca! Bom Conselho! Brumado! Pedra Azul! Diamantina! Capelinha! Capão Bonito! Campinas! Canoinhas! Porto Belo! Passo Fundo! Locutor no 1 – Cruz Alta... Locutor no 2 – Que foram chegando de todos os lados da imensa pátria... Locutor no 1 – Para construir uma cidade branca e pura... Locutor n 2 – Uma cidade de homens felizes...
IV / O TRABALHO E A CONSTRUÇÃO
– Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário 1 milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e 2 mil quilômetros de fios. – E 1 milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas... – Ah, as empenas brancas! - – Como penas brancas... – Ah, as grandes estruturas! – Tão leves, tão puras... Como se tivessem sido depositadas de manso por mãos de anjo na terra vermelho-pungente do planalto, em meio à música inflexível, à música lancinante, à música matemática do trabalho humano em progressão ... O trabalho humano que anuncia que a sorte está lançada e a ação é irreversível.
Cantochão
E ao crespúsculo, findo o labor do dia, as rudes mãos vazias de trabalho e os olhos cheios de horizontes que não têm fim, partem os trabalhadores para o descanso, na saudade de seus lares tão distantes e de suas mulheres tão ausentes. O canto com que entristecem ainda mais o sol-das-almas a morrer nas antigas solidões parece chamar as companheiras que se deixaram ficar para trás, à espera de melhores dias; que se deixaram ficar na moldura de uma porta, onde devem permanecer ainda, as mãos cheias de amor e os olhos cheios de horizontes que não têm fim. Que se deixaram ficar muitas terras além, muitas serras além, na esperança de um dia, ao lado de seus homens, poderem participar também da vida da cidade nascendo em comunhão com as estrelas. Que viram, uma manhã, partir os companheiros em busca do trabalho com que lhes dar uma pequena felicidade que não possuem, um pequeno nada com que poder sentir brilhar o futuro no olhar de seus filhos. Esse mesmo trabalho que agora, findo o labor do dia, encaminha os trabalhadores em bando para a grande e fundamental solidão da noite que cai sobre o planalto…
" Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantávele uma confiança sem limites no seu grande destino." (Brasília, 2 de outubro de 1956) Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira
V / CORAL
I II III Coro Coro Coro Masculino Masculino Misto Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília Brasília BRASIL! BRASIL! BRASIL!
VI
Terra de sol Terra de luz Terra que guarda no céu A brilhar o sinal de uma cruz Terra de luz Terra-esperança, promessa De um mundo de paz e de amor Terra de irmãos Ó alma brasileira ... ... Alma brasileira ... Terra-poesia de canções e de perdão Terra que um dia encontrou seu coração
Brasil! Brasil! Ah... Ah... Ah... B r a s í 1 i a! Dlem! Dlem! Ô ... ô... ô... ô
O Distrito Federal sedia 67 instituições museológicas. Tramita na Câmara Legislativa Projeto de Lei que dispõe sobre a criação do Sistema de Museus do Distrito Federal. Atenta a essa realidade e no intuito de dar continuidade às suas ações na área de Museologia, a Diretoria de Gestão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – DIGEPHAC/SEC está lançando o Programa Conhecendo os Museus do DF, que tem como objetivos estabelecer um canal de discussão sobre a realidade dessas instituições, promover a interação e a troca de experiências entre os profissionais, aumentar a visitação nesses espaços, consolidando-os no circuito de turismo do DF. É intenção desta Diretoria que a cada quinze dias uma instituição seja visitada. Estaremos iniciando o Programa no dia 17/08, às 15h, com visita ao Museu da Imprensa (Imprensa Nacional, Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 6, Lote 800). A segunda visita, prevista para o mês de agosto, será ao Museu Vivo da Memória Candanga (Via EPIA Sul, Lote D, Conjunto HJKO), dia 31/08, às 14h30.
Convidamos os gestores e profissionais que atuam em instituições museológicas, museólogos, conservadores/restauradores, profissionais de patrimônio, turismo, arte, educadores, arquivologistas, bibliotecários, alunos, comunidade e demais interessados. Inscreva o museu em que você atua neste Programa.
Participe!
Informações na DIGEPHAC, por meio dos telefones 3325-6281 ou 3325-6231 ou pelo e-mail diretoriadepatrimonio@gmail.com
Brasília e o Construtivismo: Encontro adiado visa promover o encontro do urbanismo e da arquitetura com arte construtivista brasileira (Concreta e Neoconcreta) na Capital Federal – um cenário perfeito para a sintonia dessas duas produções de ponta do Brasil moderno, que, no entanto, jamais se consumou plenamente. A exposição se divide em duas partes diferenciadas, mas complementares: uma mostra de esculturas ao ar livre, a ser montada nos jardins do CCBB, e uma mostra de obras e projetos escultóricos concretos e neoconcretos.
Brasília e o Construtivismo - Dia 13 de agosto de 2010 Local: Galeria 2 do CCBB Horário: 19h (Nos encontraremos na bilheteria. Até lá!)
Na aula passada começamos a analisar o Memorial descritivo de Lucio Costa para o Projeto do Plano Piloto de Brasília e podemos começar a pensar em questões como:
• O que significa seu caráter monumental? • Qual foi o desejo de Lucio Costa? • Como explicar sua forma? • Que idéia que teve Lucio Costa para o trânsito? • Como está distribuída a cidade? Como é a organização dela em seus eixos? • Do cruzamento desses eixos, quais setores estão aí localizados? • Fale sobre o setor de diversões e cultural (cinemas e teatros) • Assim como da Plataforma da rodoviária e da singularidade do Conjunto Nacional • Como estão dispostos os edifícios dos poderes fundamentais e que significado isso tem? • Para que se foi pensada a esplanada? • Podemos falar de Brasília pelos seus parque s e jardins? • O céu! • E demais considerações que ouvimos na palestra com Maria Elisa Costa
No dia 04/08/2010 participamos do encerramento do "Projeto Brasília 50 anos" promovido pelo Instituto Cervantes de Brasília. Tivemos a grande oportunidade de ouvir Maria Elisa Costa na palestra "Lucio Costa - antes e além de Brasília" que muito simpaticamente nos contou como tudo aconteceu, como esta cidade foi concebida, falou sobre seu idealizador e chamou-nos a atenção para a importância da preservação do Plano Piloto. Ouvimos muitos detalhes, aprendemos um pouco mais sobre a cidade e Lucio Costa. Saberemos de mais detalhes pela contribuição dos participantes, futuros guias desta linda cidade, nosso mais rico patrimônio.