ISSO MESMO!O COMEÇO!
O final do curso representa uma nova etapa na vida de cada um!
Que cada um dos alunos do curso de guia regional consiga agora alcançar seu objetivos.
Quem sabe um dia nos encontraremos em um trabalho, em um novo curso ou em um happy hour por aí!
Felicidades a todos os professores e um beijo no coração de cada cursista!
Ivani Lima
Espaço dos alunos do curso de Guia Regional do Senac/DF 2010, disciplina de História da Arte aplicada ao Turismo Regional, Profª Tatiana Terra.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Correio Braziliense, 18.03.2007
Entrevista - Oscar Niemeyer
O senhor já escreveu que tudo na vida é precário e ilusório e que, diante do tempo, tudo vai ser esquecido. Até as suas obras?
É tudo tão precário, como as nossas pobres vidas. É uma vaidade tola, isso não existe. O sujeito tem que ser simples, trabalhar, ser cordial, ter prazer em ajudar os outros. Um dos problemas hoje do arquiteto, aliás, de qualquer profissional, é que ele não quer ler. Não se interessa pela leitura. O mundo dele é só a vida dele. O horizonte dele é muito pequeno. Ele entra para a vida sem saber como se portar neste mundo tão difícil de lidar, cheio de preconceitos e privilégios.
O senhor acha importante que o arquiteto conheça os problemas sociais da cidade onde atua?
Arquitetos e todo mundo. Para que se saiba o que está passando, que o planeta não é nosso, que está envelhecendo como a gente. Aqui no escritório tenho palestras sobre filosofia toda terça-feira, há cinco anos, e nenhum de nós quer ser intelectual, a gente quer ter uma idéia mais clara dos problemas da vida. Falamos do planeta Terra, dos problemas de água, de frio, de calor, desse planeta no fim da galáxia, longe de tudo... E saber que o mundo é mal dividido, que todos devem ter as mesmas oportunidades. Aqui, como nos Estados Unidos, o sujeito quer ser o vencedor, quer dinheiro. É pensar pequeno demais. Temos que crescer, viver com simplicidade, com os filhos, ter amizade pelas pessoas. O importante não é o sujeito ver as pessoas procurando adivinhar os defeitos, mas admitindo que todo mundo tem um lado bom. O Lênin dizia que 10% de qualidades já eram o suficiente.
Citando Lênin, ele certa vez disse que “nossa estética é nossa ética”. O senhor acha que as desigualdades sociais provocam a violência?
É lógico. A pobreza, a revolta, o sujeito que nasce na favela e enfrenta preconceito pelas ruas, a polícia atrás. Ele age como um revoltado. A grã-finagem já olha a garotada nas favelas como futuros inimigos. E a questão de cor vai tomando um sentido assim de racismo. É horrível!
O Brasil é um país racista?
Sempre foi. O pai do Chico Buarque (Sérgio Buarque de Holanda) escreveu um livro muito bom (Raízes do Brasi) em que contava que os portugueses davam mais atenção aos índios. E que os pretos foram sempre olhados como escravos. De tal forma que, quando um índio casava com uma negra, perdia o emprego. E isso existe. A gente tem que saber que o ser humano não representa nada, é desprezível, não tem tarefa nenhuma aqui, não tem perspectiva, mas tem que viver. E a maneira de viver é de mãos dadas, num clima de boa vontade, ter prazer em ser útil.
Com o desenvolvimento das cidades, a arquitetura perdeu poder para as construtoras, para a especulação imobiliária?
Ah, é lógico. Se você for examinar Brasília, o Plano (Piloto) tinha muitos espaços vazios. Arquitetura e urbanismo são o jogo de volumes e espaços livres. E muitos dos vazios foram ocupados, não levaram em conta que o vazio é importante. Quando se faz um prédio, o terreno que o cerca faz parte da arquitetura. As cidades se degradam porque crescem demais. Uma cidade feita para 500 mil (habitantes), que tem um milhão, dois milhões, não pode funcionar bem. O urbanismo moderno já adota algumas diretrizes: a cidade não deve crescer descontroladamente, deve se multiplicar. Quando chega numa densidade tal, faz-se outra afastada. E em volta das cidades, ficam os terrenos livres, arborizados. Isso é urbanismo. Nós não seguimos isso, naturalmente. O Rio daqui a pouco estará ligado a São Paulo.
Em Brasília, as pessoas com mais poder aquisitivo, ficam no Plano Piloto. As demais, mesmo trabalhando em Brasília, acabam morando mais longe...
É claro que as cidades-satélites não deveriam existir. E, como a pobreza é maior, sua densidade demográfica é hoje superior à do Plano Piloto. Uma cidade dividida entre pobres e ricos.
O comunismo não é uma utopia?
Utopia é querer consertar o capitalismo, achar que ele poder ser melhorado. Está tudo errado, é uma doutrina de miséria, de egoísmo. O Brasil é feito os Estados Unidos: o sujeito começa a vida e quer ter poder, ser rico, ganhar dinheiro, dominar. Uma merda! As pessoas não entendem que não valem nada, não tem importância, ninguém tem importância.
O senhor tem algum grande projeto que queira realizar?
Eu gostaria de olhar para a cidade e não ver favelas, não ver pobre na rua, olhar o povo satisfeito correndo na praia, ninguém querendo ser importante. Essa idéia de importância é tão ridícula, esse negócio de achar que venceu na vida... Isso é uma merda!
Entrevista - Oscar Niemeyer
O senhor já escreveu que tudo na vida é precário e ilusório e que, diante do tempo, tudo vai ser esquecido. Até as suas obras?
É tudo tão precário, como as nossas pobres vidas. É uma vaidade tola, isso não existe. O sujeito tem que ser simples, trabalhar, ser cordial, ter prazer em ajudar os outros. Um dos problemas hoje do arquiteto, aliás, de qualquer profissional, é que ele não quer ler. Não se interessa pela leitura. O mundo dele é só a vida dele. O horizonte dele é muito pequeno. Ele entra para a vida sem saber como se portar neste mundo tão difícil de lidar, cheio de preconceitos e privilégios.
O senhor acha importante que o arquiteto conheça os problemas sociais da cidade onde atua?
Arquitetos e todo mundo. Para que se saiba o que está passando, que o planeta não é nosso, que está envelhecendo como a gente. Aqui no escritório tenho palestras sobre filosofia toda terça-feira, há cinco anos, e nenhum de nós quer ser intelectual, a gente quer ter uma idéia mais clara dos problemas da vida. Falamos do planeta Terra, dos problemas de água, de frio, de calor, desse planeta no fim da galáxia, longe de tudo... E saber que o mundo é mal dividido, que todos devem ter as mesmas oportunidades. Aqui, como nos Estados Unidos, o sujeito quer ser o vencedor, quer dinheiro. É pensar pequeno demais. Temos que crescer, viver com simplicidade, com os filhos, ter amizade pelas pessoas. O importante não é o sujeito ver as pessoas procurando adivinhar os defeitos, mas admitindo que todo mundo tem um lado bom. O Lênin dizia que 10% de qualidades já eram o suficiente.
Citando Lênin, ele certa vez disse que “nossa estética é nossa ética”. O senhor acha que as desigualdades sociais provocam a violência?
É lógico. A pobreza, a revolta, o sujeito que nasce na favela e enfrenta preconceito pelas ruas, a polícia atrás. Ele age como um revoltado. A grã-finagem já olha a garotada nas favelas como futuros inimigos. E a questão de cor vai tomando um sentido assim de racismo. É horrível!
O Brasil é um país racista?
Sempre foi. O pai do Chico Buarque (Sérgio Buarque de Holanda) escreveu um livro muito bom (Raízes do Brasi) em que contava que os portugueses davam mais atenção aos índios. E que os pretos foram sempre olhados como escravos. De tal forma que, quando um índio casava com uma negra, perdia o emprego. E isso existe. A gente tem que saber que o ser humano não representa nada, é desprezível, não tem tarefa nenhuma aqui, não tem perspectiva, mas tem que viver. E a maneira de viver é de mãos dadas, num clima de boa vontade, ter prazer em ser útil.
Com o desenvolvimento das cidades, a arquitetura perdeu poder para as construtoras, para a especulação imobiliária?
Ah, é lógico. Se você for examinar Brasília, o Plano (Piloto) tinha muitos espaços vazios. Arquitetura e urbanismo são o jogo de volumes e espaços livres. E muitos dos vazios foram ocupados, não levaram em conta que o vazio é importante. Quando se faz um prédio, o terreno que o cerca faz parte da arquitetura. As cidades se degradam porque crescem demais. Uma cidade feita para 500 mil (habitantes), que tem um milhão, dois milhões, não pode funcionar bem. O urbanismo moderno já adota algumas diretrizes: a cidade não deve crescer descontroladamente, deve se multiplicar. Quando chega numa densidade tal, faz-se outra afastada. E em volta das cidades, ficam os terrenos livres, arborizados. Isso é urbanismo. Nós não seguimos isso, naturalmente. O Rio daqui a pouco estará ligado a São Paulo.
Em Brasília, as pessoas com mais poder aquisitivo, ficam no Plano Piloto. As demais, mesmo trabalhando em Brasília, acabam morando mais longe...
É claro que as cidades-satélites não deveriam existir. E, como a pobreza é maior, sua densidade demográfica é hoje superior à do Plano Piloto. Uma cidade dividida entre pobres e ricos.
O comunismo não é uma utopia?
Utopia é querer consertar o capitalismo, achar que ele poder ser melhorado. Está tudo errado, é uma doutrina de miséria, de egoísmo. O Brasil é feito os Estados Unidos: o sujeito começa a vida e quer ter poder, ser rico, ganhar dinheiro, dominar. Uma merda! As pessoas não entendem que não valem nada, não tem importância, ninguém tem importância.
O senhor tem algum grande projeto que queira realizar?
Eu gostaria de olhar para a cidade e não ver favelas, não ver pobre na rua, olhar o povo satisfeito correndo na praia, ninguém querendo ser importante. Essa idéia de importância é tão ridícula, esse negócio de achar que venceu na vida... Isso é uma merda!
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Novidades!
UnB vai abrigar centro de convenções e hotel
Projeto pretende concluir os elementos da Praça Maior, previstos nos planos de criação da Universidade
Com a participação do Centro de Excelência em Turismo (CET/UnB), comissão julgadora escolhe projeto arquitetônico para a construção de um centro de convenções e de um hotel no campus da Universidade de Brasília. O projeto vencedor foi da equipe liderada pelo professor Matheus Gorovitz e composta pela professora Cláudia Garcia e os alunos Eder Alencar e Ana Carolina Vaz.
Para o professor Neio Campos, diretor do CET/UnB, ao projetar a construção do centro de convenções e do hotel, a Universidade de Brasília dá um passo importante no que se refere à captação de eventos científicos. Para ele, isso significa uma melhor relação da UnB com convidados e participantes de eventos, pois trará junto com a participação nos eventos dentro do campus a facilidade de acomodação hoteleira, com a oferta de 50 apartamentos duplos.
O diretor do CET/UnB considera que esse projeto tem para a UnB uma significativa importante na recuperação das idéias originais de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro para a Praça Maior, que, além dos prédios da Reitoria e da Biblioteca, se completa agora com os edifícios do Centro de Convenções e do Hotel.
A previsão de investimentos para o complexo, que terá o nome de “Aula Magna”, é de R$ 40 milhões, financiados por emenda parlamentar da bancada do DF no Congresso Nacional.
Além de Neio Campos, fizeram parte da Comissão Julgadora, o professor Pedro Murrieta, decano de Assuntos Financeiros, e os arquitetos Glauco de Oliveira Campelo, Pedro Paulo de Mello Saraiva e Roberto Martins Castelo.
Assessoria de Comunicação
Inês Ulhoa - Coordenadora da Assessoria de Imprensa/ CET/UnB
(61) 9965.7219 cetimprensa@unb.br
Pedro Wgilson - Bruno Borges - Thais Machado - Angélica Torres
(61) 3107.5991/90/89
www.cet.unb.br
Projeto pretende concluir os elementos da Praça Maior, previstos nos planos de criação da Universidade
Com a participação do Centro de Excelência em Turismo (CET/UnB), comissão julgadora escolhe projeto arquitetônico para a construção de um centro de convenções e de um hotel no campus da Universidade de Brasília. O projeto vencedor foi da equipe liderada pelo professor Matheus Gorovitz e composta pela professora Cláudia Garcia e os alunos Eder Alencar e Ana Carolina Vaz.
Para o professor Neio Campos, diretor do CET/UnB, ao projetar a construção do centro de convenções e do hotel, a Universidade de Brasília dá um passo importante no que se refere à captação de eventos científicos. Para ele, isso significa uma melhor relação da UnB com convidados e participantes de eventos, pois trará junto com a participação nos eventos dentro do campus a facilidade de acomodação hoteleira, com a oferta de 50 apartamentos duplos.
O diretor do CET/UnB considera que esse projeto tem para a UnB uma significativa importante na recuperação das idéias originais de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro para a Praça Maior, que, além dos prédios da Reitoria e da Biblioteca, se completa agora com os edifícios do Centro de Convenções e do Hotel.
A previsão de investimentos para o complexo, que terá o nome de “Aula Magna”, é de R$ 40 milhões, financiados por emenda parlamentar da bancada do DF no Congresso Nacional.
Além de Neio Campos, fizeram parte da Comissão Julgadora, o professor Pedro Murrieta, decano de Assuntos Financeiros, e os arquitetos Glauco de Oliveira Campelo, Pedro Paulo de Mello Saraiva e Roberto Martins Castelo.
Assessoria de Comunicação
Inês Ulhoa - Coordenadora da Assessoria de Imprensa/ CET/UnB
(61) 9965.7219 cetimprensa@unb.br
Pedro Wgilson - Bruno Borges - Thais Machado - Angélica Torres
(61) 3107.5991/90/89
www.cet.unb.br
sábado, 14 de agosto de 2010
Brasília, Sinfonia da Alvorada
Brasília, Sinfonia Da Alvorada
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
No príncipio era o ermo
Eram antigas solidões sem mágoa.
O altiplano, o infinito descampado
No princípio era o agreste:
O céu azul, a terra vermelho-pungente
E o verde triste do cerrado.
Eram antigas solidões banhadas
De mansos rios inocentes
Por entre as matas recortadas.
Não havia ninguém. A solidão
Mais parecia um povo inexistente
Dizendo coisas sobre nada.
Sim, os campos sem alma
Pareciam falar, e a voz que vinha
Das grandes extensões, dos fundões crepusculares
Nem parecia mais ouvir os passos
Dos velhos bandeirantes, os rudes pioneiros
Que, em busca de ouro e diamantes,
Ecoando as quebradas com o tiro de suas armas,
A tristeza de seus gritos e o tropel
De sua violência contra o índio, estendiam
As fronteiras da pátria muito além do limite dos tratados.
– Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato,
Vós fostes os heróis das primeiras marchas para o oeste,
Da conquista do agreste
E da grande planície ensimesmada!
Mas passastes. E da confluência
Das três grandes bacias
Dos três gigantes milenares:
Amazonas, São Francisco, Rio da Prata ;
Do novo teto do mundo, do planalto iluminado
Partiram também as velhas tribos malferidas
E as feras aterradas.
E só ficaram as solidões sem mágoa
O sem-termo, o infinito descampado
Onde, nos campos gerais do fim do dia
Se ouvia o grito da perdiz
A que respondia nos estirões de mata à beira dos rios
O pio melancólico do jaó.
E vinha a noite. Nas campinas celestes
Rebrilhavam mais próximas as estrelas
E o Cruzeiro do Sul resplandecente
Parecia destinado
A ser plantado em terra brasileira:
A Grande Cruz alçada
Sobre a noturna mata do cerrado
Para abençoar o novo bandeirante
O desbravador ousado
O ser de conquista
O Homem!
II / O HOMEM
Sim, era o Homem,
Era finalmente, e definitivamente, o Homem.
Viera para ficar. Tinha nos olhos
A força de um propósito: permanecer, vencer as solidões
E os horizontes, desbravar e criar, fundar
E erguer. Suas mãos
Já não traziam outras armas
Que as do trabalho em paz. Sim,
Era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto
A antiga determinação dos bandeirantes,
Mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto
De sua cobiça. Olhou tranqüilo o sol
Crepuscular, a iluminar em sua fuga para a noite
Os soturnos monstros e feras do poente.
Depois mirou as estrelas, a luzirem
Na imensa abóbada suspensa
Pelas invisíveis colunas da treva.
Sim, era o Homem...
Vinha de longe, através de muitas solidões,
Lenta, penosamente. Sofria ainda da penúria
Dos caminhos, da dolência dos desertos,
Do cansaço das matas enredadas
A se entredevorarem na luta subterrânea
De suas raízes gigantescas e no abraço uníssono
De seus ramos. Mas agora
Viera para ficar. Seus pés plantaram-se
Na terra vermelha do altiplano. Seu olhar
Descortinou as grandes extensões sem mágoa
No círculo infinito do horizonte. Seu peito
Encheu-se do ar puro do cerrado. Sim, ele plantaria
No deserto uma cidade muita branca e muito pura...
Citação de Oscar Niemeyer
– "... como uma flor naquela terra agreste e solitária…"
- Uma cidade erguida em plena solidão do descampado.
Niemeyer
– " ... como uma mensagem permanente de graça e poesia..."
- Uma cidade que ao sol vestisse um vestido de noivado
Niemeyer
– " ... em que a arquitetura se destacasse branca, como que flutuando na imensa escuridão do planalto..."
– Uma cidade que de dia trabalhasse alegremente
Niemeyer
– "…numa atmosfera de digna monumentalidade..."
– E à noite, nas horas do langor e da saudade
Niemeyer
– " ... numa luminação feérica e dramática..."
– Dormisse num Palácio de Alvorada!
Niemeyer
– " ... uma cidade de homens felizes, homens que sintam a vida em toda a sua plenitude, em toda a sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas puras..."
– E que fosse como a imagem do Cruzeiro
No coração da pátria derramada.
Citação de Lucio Costa
– "…nascida do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz."
III / A CHEGADA DOS CANDANGOS
Tratava-se agora de construir: e construir um ritmo novo.
Para tanto, era necessário convocar todas as forças vivas da Nação, todos os homens que, com vontade de trabalhar e confiança no futuro, pudessem erguer, num tempo novo, um novo Tempo.
E, à grande convocação que conclamava o povo para a gigantesca tarefa começaram a chegar de todos os cantos da imensa pátria os trabalhadores: os homens simples e quietos, com pés de raiz, rostos de couro e mãos de pedra, e que, no calcanho, em carro de boi, em lombo de burro, em paus-de-arara, por todas as formas possíveis e imagináveis, começaram a chegar de todos os lados da imensa pátria, sobretudo do Norte; forarn chegando do Grande Norte, do Meio Norte e do Nordeste, em sua simples e áspera doçura; foram chegando em grandes levas do Grande Leste, da Zona da Mata, do Centro-Oeste e do Grande Sul; foram chegando em sua mudez cheia de esperança, muitas vezes deixando para trás mulheres e filhos a aguardar suas promessas de melhores dias; foram chegando de tantos povoados, tantas cidades cujos nomes pareciam cantar saudades aos seus ouvidos, dentro dos antigos ritmos da imensa pátria...
Dois locutores alternados
– Boa Viagem! Boca do Acre! Água Branca! Vargem Alta! Amargosa! Xique-Xique! Cruz das Almas! Areia Branca! Limoeiro! Afogados! Morenos! Angelim! Tamboril! Palmares! Taperoá! Triunfo! Aurora! Campanário! Águas Belas! Passagem Franca! Bom Conselho! Brumado! Pedra Azul! Diamantina! Capelinha! Capão Bonito! Campinas! Canoinhas! Porto Belo! Passo Fundo!
Locutor no 1
– Cruz Alta...
Locutor no 2
– Que foram chegando de todos os lados da imensa pátria...
Locutor no 1
– Para construir uma cidade branca e pura...
Locutor n 2
– Uma cidade de homens felizes...
IV / O TRABALHO E A CONSTRUÇÃO
– Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário 1 milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e 2 mil quilômetros de fios.
– E 1 milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas...
– Ah, as empenas brancas! -
– Como penas brancas...
– Ah, as grandes estruturas!
– Tão leves, tão puras...
Como se tivessem sido depositadas de manso por mãos de anjo na terra vermelho-pungente do planalto, em meio à música inflexível, à música lancinante, à música matemática do trabalho humano em progressão ...
O trabalho humano que anuncia que a sorte está lançada e a ação é irreversível.
Cantochão
E ao crespúsculo, findo o labor do dia, as rudes mãos vazias de trabalho e os olhos cheios de horizontes que não têm fim, partem os trabalhadores para o descanso, na saudade de seus lares tão distantes e de suas mulheres tão ausentes. O canto com que entristecem ainda mais o sol-das-almas a morrer nas antigas solidões parece chamar as companheiras que se deixaram ficar para trás, à espera de melhores dias; que se deixaram ficar na moldura de uma porta, onde devem permanecer ainda, as mãos cheias de amor e os olhos cheios de horizontes que não têm fim. Que se deixaram ficar muitas terras além, muitas serras além, na esperança de um dia, ao lado de seus homens, poderem participar também da vida da cidade nascendo em comunhão com as estrelas. Que viram, uma manhã, partir os companheiros em busca do trabalho com que lhes dar uma pequena felicidade que não possuem, um pequeno nada com que poder sentir brilhar o futuro no olhar de seus filhos. Esse mesmo trabalho que agora, findo o labor do dia, encaminha os trabalhadores em bando para a grande e fundamental solidão da noite que cai sobre o planalto…
" Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantávele uma confiança sem limites no seu grande destino."
(Brasília, 2 de outubro de 1956)
Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira
V / CORAL
I II III
Coro Coro Coro
Masculino Masculino Misto
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
BRASIL! BRASIL! BRASIL!
VI
Terra de sol
Terra de luz
Terra que guarda no céu
A brilhar o sinal de uma cruz
Terra de luz
Terra-esperança, promessa
De um mundo de paz e de amor
Terra de irmãos
Ó alma brasileira ...
... Alma brasileira ...
Terra-poesia de canções e de perdão
Terra que um dia encontrou seu coração
Brasil! Brasil!
Ah... Ah... Ah...
B r a s í 1 i a!
Dlem! Dlem!
Ô ... ô... ô... ô
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
No príncipio era o ermo
Eram antigas solidões sem mágoa.
O altiplano, o infinito descampado
No princípio era o agreste:
O céu azul, a terra vermelho-pungente
E o verde triste do cerrado.
Eram antigas solidões banhadas
De mansos rios inocentes
Por entre as matas recortadas.
Não havia ninguém. A solidão
Mais parecia um povo inexistente
Dizendo coisas sobre nada.
Sim, os campos sem alma
Pareciam falar, e a voz que vinha
Das grandes extensões, dos fundões crepusculares
Nem parecia mais ouvir os passos
Dos velhos bandeirantes, os rudes pioneiros
Que, em busca de ouro e diamantes,
Ecoando as quebradas com o tiro de suas armas,
A tristeza de seus gritos e o tropel
De sua violência contra o índio, estendiam
As fronteiras da pátria muito além do limite dos tratados.
– Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato,
Vós fostes os heróis das primeiras marchas para o oeste,
Da conquista do agreste
E da grande planície ensimesmada!
Mas passastes. E da confluência
Das três grandes bacias
Dos três gigantes milenares:
Amazonas, São Francisco, Rio da Prata ;
Do novo teto do mundo, do planalto iluminado
Partiram também as velhas tribos malferidas
E as feras aterradas.
E só ficaram as solidões sem mágoa
O sem-termo, o infinito descampado
Onde, nos campos gerais do fim do dia
Se ouvia o grito da perdiz
A que respondia nos estirões de mata à beira dos rios
O pio melancólico do jaó.
E vinha a noite. Nas campinas celestes
Rebrilhavam mais próximas as estrelas
E o Cruzeiro do Sul resplandecente
Parecia destinado
A ser plantado em terra brasileira:
A Grande Cruz alçada
Sobre a noturna mata do cerrado
Para abençoar o novo bandeirante
O desbravador ousado
O ser de conquista
O Homem!
II / O HOMEM
Sim, era o Homem,
Era finalmente, e definitivamente, o Homem.
Viera para ficar. Tinha nos olhos
A força de um propósito: permanecer, vencer as solidões
E os horizontes, desbravar e criar, fundar
E erguer. Suas mãos
Já não traziam outras armas
Que as do trabalho em paz. Sim,
Era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto
A antiga determinação dos bandeirantes,
Mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto
De sua cobiça. Olhou tranqüilo o sol
Crepuscular, a iluminar em sua fuga para a noite
Os soturnos monstros e feras do poente.
Depois mirou as estrelas, a luzirem
Na imensa abóbada suspensa
Pelas invisíveis colunas da treva.
Sim, era o Homem...
Vinha de longe, através de muitas solidões,
Lenta, penosamente. Sofria ainda da penúria
Dos caminhos, da dolência dos desertos,
Do cansaço das matas enredadas
A se entredevorarem na luta subterrânea
De suas raízes gigantescas e no abraço uníssono
De seus ramos. Mas agora
Viera para ficar. Seus pés plantaram-se
Na terra vermelha do altiplano. Seu olhar
Descortinou as grandes extensões sem mágoa
No círculo infinito do horizonte. Seu peito
Encheu-se do ar puro do cerrado. Sim, ele plantaria
No deserto uma cidade muita branca e muito pura...
Citação de Oscar Niemeyer
– "... como uma flor naquela terra agreste e solitária…"
- Uma cidade erguida em plena solidão do descampado.
Niemeyer
– " ... como uma mensagem permanente de graça e poesia..."
- Uma cidade que ao sol vestisse um vestido de noivado
Niemeyer
– " ... em que a arquitetura se destacasse branca, como que flutuando na imensa escuridão do planalto..."
– Uma cidade que de dia trabalhasse alegremente
Niemeyer
– "…numa atmosfera de digna monumentalidade..."
– E à noite, nas horas do langor e da saudade
Niemeyer
– " ... numa luminação feérica e dramática..."
– Dormisse num Palácio de Alvorada!
Niemeyer
– " ... uma cidade de homens felizes, homens que sintam a vida em toda a sua plenitude, em toda a sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas puras..."
– E que fosse como a imagem do Cruzeiro
No coração da pátria derramada.
Citação de Lucio Costa
– "…nascida do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz."
III / A CHEGADA DOS CANDANGOS
Tratava-se agora de construir: e construir um ritmo novo.
Para tanto, era necessário convocar todas as forças vivas da Nação, todos os homens que, com vontade de trabalhar e confiança no futuro, pudessem erguer, num tempo novo, um novo Tempo.
E, à grande convocação que conclamava o povo para a gigantesca tarefa começaram a chegar de todos os cantos da imensa pátria os trabalhadores: os homens simples e quietos, com pés de raiz, rostos de couro e mãos de pedra, e que, no calcanho, em carro de boi, em lombo de burro, em paus-de-arara, por todas as formas possíveis e imagináveis, começaram a chegar de todos os lados da imensa pátria, sobretudo do Norte; forarn chegando do Grande Norte, do Meio Norte e do Nordeste, em sua simples e áspera doçura; foram chegando em grandes levas do Grande Leste, da Zona da Mata, do Centro-Oeste e do Grande Sul; foram chegando em sua mudez cheia de esperança, muitas vezes deixando para trás mulheres e filhos a aguardar suas promessas de melhores dias; foram chegando de tantos povoados, tantas cidades cujos nomes pareciam cantar saudades aos seus ouvidos, dentro dos antigos ritmos da imensa pátria...
Dois locutores alternados
– Boa Viagem! Boca do Acre! Água Branca! Vargem Alta! Amargosa! Xique-Xique! Cruz das Almas! Areia Branca! Limoeiro! Afogados! Morenos! Angelim! Tamboril! Palmares! Taperoá! Triunfo! Aurora! Campanário! Águas Belas! Passagem Franca! Bom Conselho! Brumado! Pedra Azul! Diamantina! Capelinha! Capão Bonito! Campinas! Canoinhas! Porto Belo! Passo Fundo!
Locutor no 1
– Cruz Alta...
Locutor no 2
– Que foram chegando de todos os lados da imensa pátria...
Locutor no 1
– Para construir uma cidade branca e pura...
Locutor n 2
– Uma cidade de homens felizes...
IV / O TRABALHO E A CONSTRUÇÃO
– Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário 1 milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e 2 mil quilômetros de fios.
– E 1 milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas...
– Ah, as empenas brancas! -
– Como penas brancas...
– Ah, as grandes estruturas!
– Tão leves, tão puras...
Como se tivessem sido depositadas de manso por mãos de anjo na terra vermelho-pungente do planalto, em meio à música inflexível, à música lancinante, à música matemática do trabalho humano em progressão ...
O trabalho humano que anuncia que a sorte está lançada e a ação é irreversível.
Cantochão
E ao crespúsculo, findo o labor do dia, as rudes mãos vazias de trabalho e os olhos cheios de horizontes que não têm fim, partem os trabalhadores para o descanso, na saudade de seus lares tão distantes e de suas mulheres tão ausentes. O canto com que entristecem ainda mais o sol-das-almas a morrer nas antigas solidões parece chamar as companheiras que se deixaram ficar para trás, à espera de melhores dias; que se deixaram ficar na moldura de uma porta, onde devem permanecer ainda, as mãos cheias de amor e os olhos cheios de horizontes que não têm fim. Que se deixaram ficar muitas terras além, muitas serras além, na esperança de um dia, ao lado de seus homens, poderem participar também da vida da cidade nascendo em comunhão com as estrelas. Que viram, uma manhã, partir os companheiros em busca do trabalho com que lhes dar uma pequena felicidade que não possuem, um pequeno nada com que poder sentir brilhar o futuro no olhar de seus filhos. Esse mesmo trabalho que agora, findo o labor do dia, encaminha os trabalhadores em bando para a grande e fundamental solidão da noite que cai sobre o planalto…
" Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantávele uma confiança sem limites no seu grande destino."
(Brasília, 2 de outubro de 1956)
Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira
V / CORAL
I II III
Coro Coro Coro
Masculino Masculino Misto
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
BRASIL! BRASIL! BRASIL!
VI
Terra de sol
Terra de luz
Terra que guarda no céu
A brilhar o sinal de uma cruz
Terra de luz
Terra-esperança, promessa
De um mundo de paz e de amor
Terra de irmãos
Ó alma brasileira ...
... Alma brasileira ...
Terra-poesia de canções e de perdão
Terra que um dia encontrou seu coração
Brasil! Brasil!
Ah... Ah... Ah...
B r a s í 1 i a!
Dlem! Dlem!
Ô ... ô... ô... ô
CONHECENDO OS MUSEUS DO DF
CONHECENDO OS MUSEUS DO DF
O Distrito Federal sedia 67 instituições museológicas. Tramita na Câmara Legislativa Projeto de Lei que dispõe sobre a criação do Sistema de Museus do Distrito Federal. Atenta a essa realidade e no intuito de dar continuidade às suas ações na área de Museologia, a Diretoria de Gestão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – DIGEPHAC/SEC está lançando o Programa Conhecendo os Museus do DF, que tem como objetivos estabelecer um canal de discussão sobre a realidade dessas instituições, promover a interação e a troca de experiências entre os profissionais, aumentar a visitação nesses espaços, consolidando-os no circuito de turismo do DF.
É intenção desta Diretoria que a cada quinze dias uma instituição seja visitada. Estaremos iniciando o Programa no dia 17/08, às 15h, com visita ao Museu da Imprensa (Imprensa Nacional, Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 6, Lote 800).
A segunda visita, prevista para o mês de agosto, será ao Museu Vivo da Memória Candanga (Via EPIA Sul, Lote D, Conjunto HJKO), dia 31/08, às 14h30.
O Distrito Federal sedia 67 instituições museológicas. Tramita na Câmara Legislativa Projeto de Lei que dispõe sobre a criação do Sistema de Museus do Distrito Federal. Atenta a essa realidade e no intuito de dar continuidade às suas ações na área de Museologia, a Diretoria de Gestão do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural – DIGEPHAC/SEC está lançando o Programa Conhecendo os Museus do DF, que tem como objetivos estabelecer um canal de discussão sobre a realidade dessas instituições, promover a interação e a troca de experiências entre os profissionais, aumentar a visitação nesses espaços, consolidando-os no circuito de turismo do DF.
É intenção desta Diretoria que a cada quinze dias uma instituição seja visitada. Estaremos iniciando o Programa no dia 17/08, às 15h, com visita ao Museu da Imprensa (Imprensa Nacional, Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 6, Lote 800).
A segunda visita, prevista para o mês de agosto, será ao Museu Vivo da Memória Candanga (Via EPIA Sul, Lote D, Conjunto HJKO), dia 31/08, às 14h30.
Convidamos os gestores e profissionais que atuam em instituições museológicas, museólogos, conservadores/restauradores, profissionais de patrimônio, turismo, arte, educadores, arquivologistas, bibliotecários, alunos, comunidade e demais interessados.
Inscreva o museu em que você atua neste Programa.
Participe!
Informações na DIGEPHAC, por meio dos telefones 3325-6281 ou 3325-6231 ou pelo e-mail diretoriadepatrimonio@gmail.com
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Aula do dia 13/08
Brasília e o Construtivismo: Encontro adiado visa promover o encontro do urbanismo e da arquitetura com arte construtivista brasileira (Concreta e Neoconcreta) na Capital Federal – um cenário perfeito para a sintonia dessas duas produções de ponta do Brasil moderno, que, no entanto, jamais se consumou plenamente. A exposição se divide em duas partes diferenciadas, mas complementares: uma mostra de esculturas ao ar livre, a ser montada nos jardins do CCBB, e uma mostra de obras e projetos escultóricos concretos e neoconcretos.Brasília e o Construtivismo - Dia 13 de agosto de 2010
Local: Galeria 2 do CCBB Horário: 19h
(Nos encontraremos na bilheteria. Até lá!)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Na aula passada começamos a analisar o Memorial descritivo de Lucio Costa para o Projeto do Plano Piloto de B
rasília e podemos começar a pensar em questões como:
• O que significa seu caráter monumental?
• Qual foi o desejo de Lucio Costa?
• Como explicar sua forma?
• Que idéia que teve Lucio Costa para o trânsito?
• Como está distribuída a cidade? Como é a organização dela em seus eixos?
• Do cruzamento desses eixos, quais setores estão aí localizados?
• Fale sobre o setor de diversões e cultural (cinemas e teatros)
• Assim como da Plataforma da rodoviária e da singularidade do Conjunto Nacional
• Como estão dispostos os edifícios dos poderes fundamentais e que significado isso tem?
• Para que se foi pensada a esplanada?
• Podemos falar de Brasília pelos seus parque s e jardins?
• O céu!
• E demais considerações que ouvimos na palestra com Maria Elisa Costa
http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=280
• O que significa seu caráter monumental?
• Qual foi o desejo de Lucio Costa?
• Como explicar sua forma?
• Que idéia que teve Lucio Costa para o trânsito?
• Como está distribuída a cidade? Como é a organização dela em seus eixos?
• Do cruzamento desses eixos, quais setores estão aí localizados?
• Fale sobre o setor de diversões e cultural (cinemas e teatros)
• Assim como da Plataforma da rodoviária e da singularidade do Conjunto Nacional
• Como estão dispostos os edifícios dos poderes fundamentais e que significado isso tem?
• Para que se foi pensada a esplanada?
• Podemos falar de Brasília pelos seus parque s e jardins?
• O céu!
• E demais considerações que ouvimos na palestra com Maria Elisa Costa
http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=280
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Palestra com Maria Elisa Costa

No dia 04/08/2010 participamos do encerramento do "Projeto Brasília 50 anos" promovido pelo Instituto Cervantes de Brasília. Tivemos a grande oportunidade de ouvir Maria Elisa Costa na palestra "Lucio Costa - antes e além de Brasília" que muito simpaticamente nos contou como tudo aconteceu, como esta cidade foi concebida, falou sobre seu idealizador e chamou-nos a atenção para a importância da preservação do Plano Piloto. Ouvimos muitos detalhes, aprendemos um pouco mais sobre a cidade e Lucio Costa. Saberemos de mais detalhes pela contribuição dos participantes, futuros guias desta linda cidade, nosso mais rico patrimônio.
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